domingo, 15 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

por Arlindo da Cruz Filho

A gente podia costurar o tempo, bordando em cima dos erros, para que eles sumissem.Costurar as pessoas que gostamos pertinho, costurar os domingos um mais perto do outro. Costurar o amor verdadeiro no peito de quem a gente ama, costurar a verdade na boca dos seres humanos.Costurar a verdade no fundo de um baú, para ela não fugir.Costurar a auto-estima lá em cima, para nunca cair.Costurar o perdão na alma e a bondadde na mão. Costurar o bem no bem, e o bem sobre o mal. Costurar a saúde na enfermidade e a felicidade em todo lugar e ir costurando a vida, um pouquinho de esperança em cada dia e muita coragem em cada ser humano. 
Janaína Cavallin

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Conte comigo!!!


De Onésimo Ferreira da Silva

Os dois extremos a ser evitados são a co-dependencia e independência. O ponto de equilibrio é a interdependência. Não devemos basear nossa identidade em outra pessoa. O nosso locus deve ser interno, ou seja, a partir de nós mesmos e não externo. Mas não devemos achar que somos capazes de passar sozinhos pelas situações difíceis da vida. "Ninguem é uma ilha". Não é sabio caminhar pela vida sozinho. "Não é bom que o homem esteja só". Somos convidados a andar ao lado de outras pessoas, apoiando uns aos outros, chorando com os que choram e alegrando-nos com os que se alegram, postura própria de quem sabe conviver com o sucesso do outro, sem aquele sentimento horrivel de "por que não eu?" O serviço que prestamos a outras pessoas é realmente a medida do serviço que prestamos a Deus. Você pode não ter muito dinheiro, mas você deve ser rico em relacionamentos solidários. Quem valoriza pessoas entendeu o valor real das coisas na terra e tem as prioridades em ordem.
Goastaria de propor que você compartilhasse esse texto com aqueles que você gostaria de dizer:
 CONTE COMIGO!

"Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" Mt. 25.40

domingo, 8 de abril de 2012


Mobilize sua Igreja local, sua comunidade em oração.

Tente sentir na sua pele o que estão vivendo nossos irmãos!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Você já se arvorou a ser juiz dos outros?




É absolutamente necessário entender que nada justifica eu me arvorar em juiz dos outros. Posso dizer-lhe quem sou, posso falar-lhe a respeito de minhas emoções com candura e honestidade, e essa é a melhor coisa que posso dar a mim mesmo e a você. Mesmo que meus pensamentos e emoções não lhe sejam agradáveis, continua sendo a melhor coisa que há revelar-me tanto e tão honestamente. Tanto quanto eu for capaz, vou tentar ser honesto comigo e comunicar-me honestamente com você.

Outra coisa é eu me colocar como juiz de suas ilusões. Isso é fazer de conta que sou Deus. Não posso querer ser o avalista de sua integridade e de sua honestidade; isso é problema seu. Só posso esperar que minha honestidade sobre mim e comigo mesmo lhe dê forças para ser honesto sobre si e consigo mesmo.

Se conseguir reconhecer e contar-lhe minhas faltas e vaidades, minhas aversões e temores, meus segredos e meus vexames, talvez você consiga admitir os seus para si mesmo e confiá-los a mim, se quiser.

É uma rua de mão dupla. Se você for honesto comigo, se me contar seus triunfos e tragédias, agonias e êxtases, vai me ajudar a encarar os meus e a me tornar uma pessoa inteira. Preciso de sua abertura e de sua honestidade; você precisa das minhas. Você me ajuda? Prometo que tentarei ajudá-lo. Vou tentar dizer-lhe quem sou realmente.

Texto transcrito de Why Am I Afraid To Tell You Who I Am? – John Powell
Roberto Machado

Você usa algum mecanismo de defesa?



Os mais frequentes são os cinco descritos aqui:

1 – Por meio da COMPENSAÇÃO vamos para o outro extremo afim de evitar cair com o rosto no chão. Freud chamava esse processo de formação reativa. Por exemplo: procuramos esconder nossas incertezas fazendo de conta que “sabemos tudo”.
O menininho que “assobia no escuro” enquanto atravessa o cemitério de noite.

2 – Por meio do DESLOCAMENTO construímos um devio psicológico, um caminho ou saída alternativa para os impulsos que não podemos liberar diretamente. Por exemplo:
não posso manifestar minha hostilidade contra o chefe que acho detestável e por isso vou a um jogo de futebol e grito “Matem o Juiz!”

3 – Por meio da PROJEÇÃO livramo-nos espertamente das qualidades indesejáveis que temos, atribuindo essas coisas repugnantes a outra pessoa ou coisa. Por exemplo: Adão acusou Eva e Eva acusou a serpente. Ou atribuímos a má qualidade de nosso trabalho à má qualidade das ferramentas.

4 – Por meio da INTROJEÇÃO reivindicamos para nós as boas qualidades ou feitos dos outros, participando indiretamente de suas realizações e aquecendo-nos ao sol de sua glória. Em outra forma de introjeção, imaginamo-nos vítimas heróicas de uma perseguição.

5 – Por meio da RACIONALIZAÇÃO encontramos bons motivos para justificar o que basicamente sabemos que está errado.
Quando roubo, imagino que sou Robin Hood roubando dos ricos (eles) para dar aos pobres (eu).

Todos esses processos são impedimentos para uma boa comunicação porque, de algum modo, escodem nossa pessoa e nossa vulnerabilidade. São barreiras à autenticidade.

Transcrito do livro de John Powell
Roberto Machado

Cuidado com a verdade!!!

A vocação de mostrar às pessoas o que devem fazer, de arrancar suas máscaras, de obrigá-las a encarar a verdade reprimida é extremamente perigosa e destrutiva. Eric Berne chama a atenção para o problema de desmistificar os “jogos” das pessoas. Os outros podem simplesmente não suportar isso. Representavam um papel, entraram num jogo, passaram a usar uma máscara exatamente porque isso tornava a vida mais tolerável e mais fácil.

Por isso é preciso ter cuidado, muito cuidado na verdade, para não assumirmos a vocação de desmascarar as ilusões dos outros. Todos sentimos a tentação de arrancar o véu que protege as pessoas, de eliminar suas defesas, de deixá-las nuas, piscando por causa da luz que nossa revelação acende. É algo que pode ter resultados trágicos. Se os pedaços psicológicos se desprenderem, quem os recolherá e fará de novo um ser humano com as cascas do ovo quebrado? Você? Acha que vai conseguir?

Texto de Why Am I Afraid To Tell You Who I Am?
John Powell

Roberto Machado